Caiu na rede é internauta
Por Carolina Filardi Tafuri
Já dizia minha avó: “Caiu na rede é peixe”. Era assim que ela se referia às situações que “se não tinham remédio, remediadas estavam”. Traduzindo para a linguagem atual eu diria: “agora já era”, “danou-se”, “não tem mais jeito”. E olha que a minha velha mal sabia que o velho ditado se aplicaria também aos dias de hoje, inclusive quando o assunto é tecnologia e mais especificamente Internet. Quer saber o porquê eu tenho razão?
Por exemplo, você conhece alguém que, depois de experimentar as facetas do www, nunca mais voltou ao universo virtual? E, ainda, lembra-se da última vez que escreveu uma carta a próprio punho para um amigo distante, ou, até mesmo, da cidade vizinha a sua? Posso dizer que a minha própria mãe - que não gostava de computador e sequer sabia o que significava um e-mail - depois do primeiro clique, não parou mais de enviar mensagens on-line (e o meu pai agradece à evolução, que trouxe economia para a conta de telefone). Hoje, ela faz faculdade pela rede. Pode?
Eu diria, fazendo alusão aos ditados populares lembrados pela minha avó, que a rede (que aqui não é de pescador) é um vício do mundo moderno; e que para gostar desta modernidade é mais ou menos como “rir e coçar. Só basta começar”. O fascínio é gigante: pela velocidade, pela interatividade, pela capacidade de ver e ouvir alguém a milhares de quilômetros e pela possibilidade de entrar em contato com um colega do primário escolar. Caiu na rede é um internauta nato, não tem mais volta ou remédio que dê solução. É ... a Internet provou que minha avó tinha razão.
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