ESTRUTURA PRECÁRIA
Usuários de ônibus reclamam de pontos
CAROLINA TAFURI
Repórter
Usuários do transporte coletivo urbano reclamam da precariedade dos pontos em várias regiões da cidade. De acordo com os passageiros, os abrigos da cidade, quando existem, não têm infraestrutura adequada, pois alguns são vazados nas laterais, como os localizados ao longo da Avenida Rio Branco, e outros possuem a cobertura estreita, como os construídos com concreto. Assim, diante de chuva ou de sol, as pessoas permanecem desprotegidas enquanto esperam o coletivo. Os usuários ainda convivem com lixo espalhado, falta de manutenção e poucos assentos, fato este evidenciado nos horários de pico.
“Parece que não há qualquer cuidado dos órgãos municipais com este assunto. Não é preciso ir longe para ver o desleixo com os pontos de ônibus. Basta percorrer algumas vias centrais e, principalmente, a Avenida Getúlio Vargas, onde o número de abrigos é quase inexistente”, revolta-se o aposentado Orlando Gonçalves, morador do Bairro São Mateus, onde, segundo ele, as estruturas também não são exemplos de limpeza e qualidade. A técnica em enfermagem Lílian Bernardo dos Santos, que diariamente espera coletivos na Avenida Independência, em frente ao Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, também no São Mateus, endossa as observações. “O ponto é precário e não nos protege. Quanto à sujeira, é assim sempre, cheio de lixo.”
Dois dos pontos de ônibus mais utilizados da cidade, nos dois sentidos da Avenida Rio Branco, nas proximidades do Parque Halfeld, também são alvos de reclamação. A comerciante Cleusa Vieira Martins, usuária constante destes abrigos, diz que as estruturas precisam de melhorias, e que há maneiras de se fazer isso. “Ficamos desprotegidos sob a chuva ou o sol. A cobertura é cheia de goteiras, e é preciso ficar aqui embaixo com a sombrinha aberta quando está chovendo.” O técnico em telecomunicação André Maurício da Silva, que também usa o local com frequência, é enfático quando fala da qualidade dos pontos: “Péssima. Em dias de chuva, principalmente, é um caos. Além disso, os bancos são insuficientes.”
30 pontos serão reformados na área central
Uma ação da Settra, iniciada em setembro, trata justamente da reforma de 30 pontos de ônibus, sendo 20 na Avenida Rio Branco, sete na Independência, dois na Andradas e um na Getúlio Vargas. De acordo com a subsecretária de Transporte e Trânsito da pasta, Roberta Ruhena, a medida incide sobre as queixas dos passageiros, pois “inclui limpeza, reforma dos assentos, troca das coberturas de policarbonato e pintura das unidades, em um trabalho que, em razão das chuvas, deve ser concluído no início do ano que vem”.
As reformas contam com a parceria da Astransp e do Demlurb. Este fica responsável pela limpeza e lavação dos pontos, que, após os serviços de revitalização, receberão novas caixas coletoras. Segundo a assessoria do órgão, as lixeiras serão mais modernas e seguras, e os usuários do transporte coletivo serão orientados a utilizá-las somente para depósito de pequenos resíduos.
Questionada sobre os pontos que têm as laterais abertas, Roberta disse que os dois localizados próximos ao Parque Halfeld já foram fechados nas partes inferiores, atendendo a reclamações de usuários quanto aos carros que espirravam água em dias de chuva. “Há intenção de fazermos o mesmo em outros abrigos com maior movimento. Mas o gasto com a compra de policarbonato foi alto, e será preciso aguardar a conclusão do serviço que está em andamento para executarmos este novo trabalho.” Já em relação às coberturas de concreto, a subsecretária informa que não existe expectativa de trocá-las.
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